9 de Janeiro de 1967, África do Sul.Para muitos, não é conhecido por David John Matthews, mas sim Dave Matthews.
Este album é talvez, provavelmente, um dos meus favoritos de "all time". Uma sonoridade brilhante, cheio de intensidades e dinâmicas brutais.
Uma das coisas que caracteriza mais esta sonoridade é a explosão que todos os músicos geram ao criar sonoridades, tensões, texturas...
Neste album podemos encontrar provavelmente músicas que são a expressão quase máxima do que é o universo dave matthews band.
What would you say, Satellite, Typical situation, Ants Marching, Jimi thing, Warehouse criam um conjunto de temas com uma personalidade altamente marcada.
É facil de distinguir a voz de Dave Matthews, que podemos reconhecer à distância. Carter na bateria é provavelmente e aclamado por muitos da sua profissão como um dos melhores bateristas vivos. ( 2007 ) . Stefan no baixo faz a cama, não sobresai sobre o conjunto. Leroi é brilhante nas suas interpretações e Boyd Tinsley é por muitas vezes a estrela da companhia. Pela sua irreverência, a sua criatividade e explosão contagiante nos demais solos de violino, seja com violino acústico, ou eléctrico com wah-wah.
Passo a apresentar a banda: Dave Matthews - voz, guitarra acústica
Carter Beauford - bateria, percursões, vozes
Stefan Lessard - baixo
Leroi Moore - saxofone alto, saxofone tenor e soprano, vozes, flauta
Boyd Tinsley - violino, vozes
Das grandes novidades que este género musical trás, é a complexidade de texturas e dinâmicas à música. Muitos não compreendem e vêm somente "rifs" repetidos durante 10minutos, e linhas melodicas pouco interessantes, e harmonias pouco exploradas. Mas a imponência que me deixa ao ouvir, faz-me lembrar que por vezes coisas bem simples se tornam mágnificas e coisas muito complexas parecem fáceis. Em relação a esta última afirmação lanço um desafio a qualquer banda que por aí ande. Tentem lá tocar um Stay, um warehouse, um What would you say a ver se conseguem chegar perto. é neste limiar quase invisivel aos olhos dos músicos, que nos faz crescer e pensar que afinal não andamos a fazer nada de especial. É o sair de um concerto, ou ouvir o albúm que deixamos de ter vontade de tocar o que quer que seja nas próximos minutos, ou horas até... enfim, como diz um amigo meu, estes gajos de Dave Matthews Band são "estúpidos"... heheheh

2 comentários:
Ok grande Johny a Dave... é mesmo uma grande banda, entendi o que quis dizer sobre a vontade de deixar de tocar, mas só por uns minutos mesmo,porque a vontade em seguida volta com uma força brutal de nos dedicarmos mesmo aquilo que gostamos, quem esta do lado de fora se indentifica com o que estamos sentindo na hora em que o dedo pisa na corda e quanto mais estudamos melhorconseguimos transmitir aquilo que nos vai por dentro da alma...Sucesso na tua carreira.
É com enorme alegria que vejo este álbum a ser falado neste digno blog de exploração/exposição musical!
De facto Under The Table And Dreaming é marcante. Apresenta uma banda desconhecida até então com uma sonoridade de fazer arrepiar até os pelos mais teimosos do nosso corpo. Une notoriamente estilos distintos, como jazz e pop, entre outros, numa amalgama bem sentida e funde-os numa doce harmonia cheia de históricas e recheada de surpresas. Quer pela excelência dos arranjos quer pelo agradável frenesim das melodias, atrevo-me a dizer que este é dos melhores álbuns que já ouvi. Foi ao som de Satellite e Ants Marching, por exemplo, que percebi que não tinha outra alternativa senão render-me a uma banda irritantemente extraordinária. Que irritante…. ápre!!!!!
Já agora em nota de rodapé, ou “comummente” referida como PS, o concerto no Pavilhão Atlântico foi simplesmente magnífico. Que excelência de virtuosidade tanto da banda como do público.
Abraço Johny e fico é espera que analises um álbum de Pearl Jam =)
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