25 Junho 2007

Christina Aguilera - Back to Basics

Aguilera nos primeiros temas, relembra-me aquela música "Lady Marmelade", que entrou no filme Moulin Rouge. A sua característica principal, a par com a sua beleza, é o seu timbre. Timbre este que é mais um, daqueles reconhecíveis à distância.

Não diria que tem uma voz brilhante, porque não a tem. Para mim é mais um caso de uma mulher (branca) a querer ter voz de (preta). Para isto ela aposta na colocação e sobretudo muita voz projectada na região nasal.

Na minha primeira passagem ao album, fiquei retido na faixa nº 15, intitulada "welcome". Um tema que é espelho da música que melhor assenta na voz de Christina. O balanço, a colagem de bateria e baixo fizeram-me repetir a faixa ainda sem ter acabado de ouvir o resto do albúm.

Outra coisa que pensei foi: "isto agora que começou a aqueçer, vai agora acabar". Mas não. Surpreendentemente, no final contam-se 22 faixas a este trabalho "Back to Basics".

Mais à frente, provavelmente uma das músicas mais tocadas nas rádios e uma das mais características, "Hurt". Esta afirma-se como single deste albúm tão disperso.

Uma das coisas que não me seduz é a região vocal utilizada por Aguilera em quase todo este albúm. Sempre "na pastilha", utiliza pouco recurso da sua extensão vocal.

O mais neste albúm é o conjunto de músicos que compõem uma sonoridade bem ao estilo R&B. Muito groove!

Um albúm para se ouvir, mas que não faz parte das "7 maravilhas do mundo" para eleger uma diva. Gostava que ao vivo o seu forte fosse a musicalidade e a sua voz, e não a presença provocante com um guarda-roupa desinado "ao ataque".

23 Junho 2007

Björk - Medúlla

Björk Guðmundsdóttir, provavelmente uma das mais aclamadas como a mais revolucionária e experimental no seu instrumento.

Em 2004 surge o quinto album de estúdio, intitulado Medúlla.

Quem pensa que este é mais o bom exemplo da voz "tipo" cana rachada, que se engane.


Três boas trialidades que este album apresenta. Por um lado, uma voz inconfundivel que é passível das demais criticas (a minha já segue abaixo, calma...), por outro um coro gerador de texturas super conservadoras, e por último, uma experimentalidade ao nível da conceptualidade.


Começando pela voz, Bjork carectiza-se pelo movimento cénico e pela sua sensualidade. Movimento cénico porque transporta-nos para diferentes motivos de uma forma bastante inteligente. Quem ouve música a música não percebe isto, mas, basta-nos ouvir este trabalho como um todo para nos apercebermos disto. Tudo tem um fio condutor e uma linguagem bem própria. A sua sensualidade é altamente vísivel. Basta-me imaginar ela descalça em palco para me sentir, passo a expressão "excitado".
(qualquer cantora bonita e descalça, me seduz)

O coro é quase uniforme em todo este trabalho, criando por muitas vezes um estilo quase gregoriano na forma, mas no estilo algo contemporâneo. Vozes muito bem colocadas e que "fazem bem a cama".


Daquilo que mais me fascina neste album são dois temas. Submarine pela sua expressão e Ancestors pela ideia bem trabalhada de lamento. Neste lamento consegue vir à tona toda a expressividade que Bjork deposita no seu trabalho. Criando uma sonoridade e tensão arrepiantes.


Bjork que para muitos é "aquela música", consegue colocar uma carga emocional bastante elevada neste trabalho "Medúlla". Não consigo é ouvir seguido (2h) muito da sua música. Começo a ficar nervoso e a partir coisas cá por casa. Mas para o estilo musical que defende, é um daqueles "must ear".


21 Junho 2007

Calexico - Feast of Wire

É com grande espanto que este album chega às minhas mãos!! Mais uma prova que não há nada como ouvir e procurar "músicas" que nos são alheias, "músicas" que nem sabiamos que existiam!

Feast of Wire é sem dúvida o albúm mais giro que ouço nos últimos tempos! Joey Burns e John Convertino, criam uma sonoridade distinta e que nos remonta a diversos lugares na história e no tempo.


A brilhante inclusão de muitos intrumentos como por ex.: vibrafone, marimba, acordeão, bandolim, violoncelo, trompete torna este trabalho muito rico na sua sonoridade! P

rovavelmente a proximidade geográfica de alguns elementos com o méxico, traduz-se em musicas brilhantes que me colocam (no meu imaginário) dentro de um "saloon" em pleno deserto repleto de cowboys, tequilla, e mulheres bonitas. O tema "Across the wire" é exemplo disto mesmo.


Para já o meu tema favorito é de longe "Black Heart", com uma sonoridade um tanto ou quanto Madrugada like. A seguir, e não, não é o single deste album "Quattro", mas sim "Close Behind". Que tema este! Uma textura ritmica altamente padronizada, com repercussões por parte das cordas, e ostinatos brilhantes do ponto de vista ideológico. É um bom exmeplo de como certos padrões, certos sons, certas frases melódicas, nos remetem imediatamente para um universo "Calexico" like.


Uma das grandes características que realço deste album, é o fantástico som de bateria, altamente equilibrado. Simplesmente no ponto.


Calexico torna-se neste momento para mim sinónimo de nostalgia e mensagem. Mensagem de cultura. Uma realidade muito própria, que muitas vezes pensamos que albuns são debitados, ou se fazem por fazer. Este é um album cheio de personalidade, marcando Calexico a uma ideia, um estilo.

15 Junho 2007

Jamie Cullum - Catching Tales

Quarto Album, e que album!!!

Jamie Cullum, umas das referências incontornáveis no que diz respeito à mistura do pop com uma sonoridade e formas jazzísticas.

Neste albúm os temas que realço são "London Skyes", o meu favorito, "Photograph", "Mind Trick" e "Catch The Sun". Dos temas todos, Jamie lança um albúm quase repleto de originais, sendo apenas "covers" os temas "standarts" "I Only Have Eyes For You" e "Our Day Will Come".

Irreverência no piano, uma voz extremamente carregada de personalidade. Um timbre extremamente interessante. Ao juntar a isto, um jeito enorme para a composição e algumas letras que me deixaram vontade de as ler novamente. Photograph é caso diso.

Quando começo a ouvir este albúm, gosto particularmente da mistura com aquele som "sujo" do pop, deixando de lado a postura jazz que nos vem mostrar mais à frente em "7 Days to Change Your Life".

Gosto particularmente da sonoridade complexa que muitas vezes nos deixa no campo harmónico, dando-lhe um toque de sensualidade na forma como canta, e desenvolve algumas ideias através de melodias bem características e que já vinham a ser desenvolvidas nos albuns anteriores.

Nesta banda não se destacam músicos, mas deixa-se sempre o espaço aberto para a sua criatividade. Jamie assume um papel importante sendo ao mesmo tempo, musico, cantor, letrista e compositor.

Adorei o concerto no Coliseu, que me mostrou que tudo o que faz em disco é igual ou melhor ao vivo. Aqui está mais um bom exemplo do não é bom perder.

12 Junho 2007

Dave Matthews Band :: Before These Crowded Streets

9 de Janeiro de 1967, África do Sul.
Para muitos, não é conhecido por David John Matthews, mas sim Dave Matthews.

Este album é talvez, provavelmente, um dos meus favoritos de "all time". Uma sonoridade brilhante, cheio de intensidades e dinâmicas brutais.

Uma das coisas que caracteriza mais esta sonoridade é a explosão que todos os músicos geram ao criar sonoridades, tensões, texturas...

Neste album podemos encontrar provavelmente músicas que são a expressão quase máxima do que é o universo dave matthews band.

What would you say, Satellite, Typical situation, Ants Marching, Jimi thing, Warehouse criam um conjunto de temas com uma personalidade altamente marcada.

É facil de distinguir a voz de Dave Matthews, que podemos reconhecer à distância. Carter na bateria é provavelmente e aclamado por muitos da sua profissão como um dos melhores bateristas vivos. ( 2007 ) . Stefan no baixo faz a cama, não sobresai sobre o conjunto. Leroi é brilhante nas suas interpretações e Boyd Tinsley é por muitas vezes a estrela da companhia. Pela sua irreverência, a sua criatividade e explosão contagiante nos demais solos de violino, seja com violino acústico, ou eléctrico com wah-wah.

Passo a apresentar a banda:
Dave Matthews - voz, guitarra acústica
Carter Beauford - bateria, percursões, vozes

Stefan Lessard - baixo

Leroi Moore - saxofone alto, saxofone tenor e soprano, vozes, flauta

Boyd Tinsley - violino, vozes

Das grandes novidades
que este género musical trás, é a complexidade de texturas e dinâmicas à música. Muitos não compreendem e vêm somente "rifs" repetidos durante 10minutos, e linhas melodicas pouco interessantes, e harmonias pouco exploradas. Mas a imponência que me deixa ao ouvir, faz-me lembrar que por vezes coisas bem simples se tornam mágnificas e coisas muito complexas parecem fáceis. Em relação a esta última afirmação lanço um desafio a qualquer banda que por aí ande. Tentem lá tocar um Stay, um warehouse, um What would you say a ver se conseguem chegar perto. é neste limiar quase invisivel aos olhos dos músicos, que nos faz crescer e pensar que afinal não andamos a fazer nada de especial. É o sair de um concerto, ou ouvir o albúm que deixamos de ter vontade de tocar o que quer que seja nas próximos minutos, ou horas até... enfim, como diz um amigo meu, estes gajos de Dave Matthews Band são "estúpidos"... heheheh



Gun n' Roses :: Use Your Illusion I e II

Meu amigo rafa. Isto de prometer é dificil. mas finalmente cá vai a review. Março de 1985. os "guns" começam uma jornada épica naquilo que se traduziu numa das bandas mais mediáticas do rock nos anos 90.
Este dois albuns, depois lançados em forma de compilação vieram como uma lufada de criatividade e irreverência para o mercado na altura. A grande figura foi sempre Slash, com o seu cabelão, apenas 2 tatuagens (na altura claro), e Axl Rose, a voz que alguns na época diziam que se complementava com Steve Tailarico (Tyler) dos Aerosmith. Pois bem, este album não me encheu o olho, não vi nada de grande excepto alguns temas brutais que marcaram uma geração. Live an let Die, don't cry, November Rain, fazem os únicos temas do primeiro Use your Illusion dignos de me fazerem despertar algum interesse redobrado. Civil war, Knocking' on heaven's door, You could be mine, e novamente don't cry com letras ligeiramente diferentes tornam o Use your illusion II um album rico em temas capazes de mover massas. destaco dentro destes temas, November Rain e Civil War como os meus favoritos. temas brilhantes e apaixonantes num universo repleto de sexo drogas e drogas(no caso dos guns o rock n roll é substituido por drogas infelizmente). aponto só o facto de os guns terem tocado no concerto dos queen em 92 de beneficiencia para a causa da luta contra a sida.